Rejeitar a proposta da Caixa e fortalecer a greve!
Estamos há vinte e um dias enfrentando a linha dura da direção da Caixa e do Governo Dilma. Apesar de toda a força da greve, a proposta apresentada está muito aquém das possibilidades dos bancos e das necessidades dos bancários. Ela é inclusive inferior ao Acordo do ano passado. A proposta deste ano está apenas 1,5% acima da inflação, contra 3,08% do Acordo de 2010. Mesmo com o lucro da Caixa tendo crescido 36,4% no primeiro semestre.
A proposta de aumento no piso não tem reflexo nas demais referências! A Caixa propôs reajuste de 11,55% no piso salarial. Embora seja uma proposta superior à do BB, este reajuste não é aplicado para as referências posteriores. Assim, a maioria dos empregados (todos os que têm mais de 2 anos de Caixa) não receberão nada além dos 9% de reajuste da Fenaban!
Mais uma vez, chegamos a uma proposta que não toca em temas fundamentais como a isonomia, onde os contratados pós-98 não possuem direitos como ATS, licença-prêmio, etc.
Além disso, o pagamento de R$39,00 para o pessoal do antigo REG/REPLAN soa como uma grande ironia uma vez que os mesmos têm sua carreira congelada dentro da empresa, não tendo igualdade de condições e de ascensão.
Sobre os correspondentes bancários a proposta de reuniões trimestrais é claramente uma tentativa de jogar o assunto para debaixo do tapete.
A compensação dos dias parados, nos mesmos moldes dos anos anteriores, funciona como uma punição aos que fizeram a greve. Não podemos nos contentar com a compensação tomando como parâmetro a ameaça feita pelo governo de descontar os dias parados. Devemos manter nossa reivindicação de abono dos dias de greve, pois quem lutou pelo aumento de todos não merece ser punido!
A greve continua forte em todo o país, portanto acreditamos que esta não é a hora de recuar. Por isso, propomos a MANUTENÇÃO DA GREVE E A APRESENTAÇÃO DE UMA CONTRAPROPOSTA À DIREÇÃO DA CAIXA, que leva em consideração os acordos fechados pelo BRB e BANPARÁ. Queremos:
Retorno do anuênio. Reconquistado no BRB Os bancários do BRB reconquistaram o anuênio na campanha salarial do ano passado.
Isonomia: Licença-prêmio para todos. O acordo do Banpará, deste ano, concedeu a licença-prêmio a todos os funcionários.
10% de reajuste sobre todas as verbas (índice conquistado pelo Banpará).
Abono dos dias de greve, sem compensação. A greve é um direto e só foi deflagrada pela intransigência dos banqueiros e do governo!
Fim da discriminação contra o pessoal do REG/REPLAN.
A Contraf-CUT, apesar de dizer que esta é a maior greve dos últimos 20 anos, utilizará nas assembleias Brasil afora todo o tipo de ameaça para acabar com a greve. Ao mesmo tempo, o governo federal, de quem a CUT é aliada, vai manter a linha de endurecimento. Além de votarmos a rejeição da proposta do Banco e a continuidade da greve, é preciso entender que estaremos em outro momento da greve e que será fundamental fortalecê-la.
A greve é nossa e é a única forma de pressionar a Caixa. Não podemos continuar engolindo os acordos rebaixados, a forma como a Caixa nos enrola em relação ao atendimento dos nossos direitos, a crescente precarização das condições de trabalho, as metas e o assédio moral que estão adoecendo os bancários. Esta é a hora de assumirmos a condução do movimento e ir à luta, juntos, por conquistas!
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